Programa nacional destina equipamentos de raio X e drones a unidades prisionais e combina modernização tecnológica com operações de inteligência e capacitação.
O sistema prisional brasileiro passa por uma etapa de modernização tecnológica com a distribuição de novos equipamentos para unidades consideradas estratégicas pelo governo federal. A iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas Penais (SENAPPEN), combina ferramentas de monitoramento, operações de inteligência e capacitação de policiais penais. (Serviços e Informações do Brasil)
Entre as medidas está a destinação de 35 equipamentos de raio X para sete estados: Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Tocantins, Goiás e Mato Grosso. O programa também prevê a utilização de drones para ampliar a capacidade de vigilância e monitoramento das unidades prisionais. (Serviços e Informações do Brasil)
Equipamentos ampliam monitoramento dentro dos presídios
Os equipamentos de raio X fazem parte do eixo de modernização tecnológica desenvolvido pela SENAPPEN. A distribuição contempla estados considerados estratégicos dentro de uma política que alcança 138 unidades prisionais em diferentes regiões do país. (Serviços e Informações do Brasil)
Os drones também passaram a integrar essa estrutura. No Ceará, por exemplo, três aeronaves de última geração foram entregues em agosto, equipadas com câmera grande angular, zoom óptico híbrido, câmera termal, telêmetro a laser e iluminador infravermelho. Os equipamentos podem ser utilizados em operações diurnas e noturnas. (Serviços e Informações do Brasil)
A tecnologia permite ampliar a capacidade de observação das equipes sem depender exclusivamente de estruturas fixas de vigilância. O planejamento nacional prevê ainda o uso de drones nas agências de inteligência penal das 27 unidades federativas. (AcreNews)
Operação MUTE integra estratégia nacional de segurança
A modernização tecnológica está associada às operações realizadas para combater a entrada e utilização de celulares e outros materiais ilícitos dentro das unidades prisionais. Entre 12 de maio e 3 de julho, foram realizadas sete edições da Operação MUTE, com participação de 2.700 policiais penais. (Serviços e Informações do Brasil)
Durante essas ações, foram revistadas 1.297 celas em 24 unidades prisionais, resultando na apreensão de 817 aparelhos celulares. A estratégia utiliza operações de inteligência e recursos tecnológicos para ampliar a capacidade de fiscalização do sistema penitenciário. (Serviços e Informações do Brasil)
A escolha das 138 unidades consideradas estratégicas foi baseada em análises técnicas e critérios de inteligência penal. A distribuição inclui 45 unidades no Nordeste, 38 no Sudeste, 23 no Norte, 17 no Sul e 15 no Centro-Oeste. (Serviços e Informações do Brasil)
Capacitação acompanha investimentos em tecnologia
Além da aquisição e distribuição de equipamentos, o programa federal inclui treinamento dos profissionais que trabalham diretamente no sistema prisional. Segundo a SENAPPEN, 2.871 servidores de 17 estados participam de três cursos a distância oferecidos pela Escola Nacional de Serviços Penais, com carga horária total de 80 horas. (Oclick10)
A capacitação é apresentada como parte da estratégia para garantir que os novos recursos sejam incorporados às atividades de segurança e inteligência. O programa também mantém inscrições abertas para servidores de outras unidades federativas. (Oclick10)
A combinação entre equipamentos de inspeção, drones, operações de inteligência e formação profissional representa uma mudança na forma de atuação das forças responsáveis pela segurança penitenciária. A tecnologia passa a integrar diferentes etapas do monitoramento das unidades e do controle de objetos proibidos.
A iniciativa federal ainda está em expansão e envolve diferentes estados e unidades prisionais. A proposta é concentrar investimentos em locais considerados estratégicos, ao mesmo tempo em que amplia a capacitação dos profissionais responsáveis pela operação desses recursos.
Fonte oficial: Secretaria Nacional de Políticas Penais — modernização tecnológica do sistema prisional
