O gado de corte ocupa posição estratégica no agronegócio brasileiro e exige gestão técnica em todas as etapas da produção. Isto posto, segundo João Eustáquio de Almeida Junior, empresário mineiro com 30 anos de carreira no setor agropecuário, compreender o ciclo produtivo completo é decisivo para planejar investimentos, reduzir perdas e garantir previsibilidade ao negócio pecuário.
Afinal, ao longo do ciclo do gado de corte, cada fase demanda cuidados específicos, metas claras e alinhamento entre genética, nutrição, sanidade e logística. Logo, quando o produtor entende como as etapas se conectam, torna-se possível elevar a eficiência sem comprometer a qualidade da carne. Com isso em mente, nos próximos parágrafos, veja como esse processo funciona na prática e quais pontos merecem atenção contínua.
A fase de cria: Onde tudo começa
A fase de cria marca o início do ciclo produtivo do gado de corte e envolve reprodução, nascimento e desmame dos bezerros. Nessa etapa, o foco está na fertilidade do rebanho, no manejo das matrizes e na sanidade dos animais, como pontua João Eustáquio de Almeida Junior. Dessa forma, uma taxa de prenhez consistente é resultado de planejamento nutricional, controle sanitário e seleção genética adequada.

Tendo isso em vista, decisões tomadas na cria impactam todo o desempenho futuro do rebanho. Bezerros bem formados, desmamados no peso correto e com histórico sanitário adequado apresentam melhor desempenho nas fases seguintes. Por isso, a cria não deve ser vista como etapa isolada, mas como base produtiva do gado de corte, conforme destaca o empresário João Eustáquio de Almeida Junior.
Como funciona a recria no gado de corte?
A recria corresponde ao período entre o desmame e a entrada na fase de terminação, também chamada de engorda. Nesse estágio, o gado de corte precisa ganhar peso de forma constante, preservando a saúde e a eficiência alimentar. O manejo pode ser extensivo, semi-intensivo ou intensivo, conforme o sistema adotado pela propriedade.
De acordo com João Eustáquio de Almeida Junior, a recria bem conduzida reduz o tempo total do ciclo produtivo e melhora a previsibilidade de resultados. Isto posto, pastagens bem manejadas, suplementação estratégica e controle zootécnico são práticas que contribuem para um ganho de peso regular. Assim, o animal chega à terminação mais preparado e com menor risco de perdas.
Fase de terminação: Eficiência e padronização
A terminação é a fase final do gado de corte no campo e pode ocorrer a pasto, em semi-confinamento ou confinamento. Como menciona o empresário João Eustáquio de Almeida Junior, o objetivo é levar o animal ao peso e acabamento ideais para o abate, respeitando as exigências do mercado e do frigorífico.
Desse modo, a escolha do sistema de terminação deve considerar custos, disponibilidade de insumos e demanda comercial. Ademais, dietas balanceadas, manejo diário eficiente e acompanhamento do ganho de peso são fatores que impactam diretamente o resultado econômico do gado de corte. Inclusive, nessa fase, pequenos ajustes podem gerar ganhos relevantes de produtividade.
As etapas do ciclo produtivo do gado de corte
Em suma, para compreender o fluxo completo do gado de corte, é importante visualizar as etapas de forma integrada. Cada fase tem objetivos específicos e influencia o desempenho geral da produção.
- Cria: envolve reprodução, gestação, nascimento e desmame, com foco na qualidade dos bezerros e na eficiência reprodutiva do rebanho;
- Recria: etapa de crescimento e desenvolvimento, voltada ao ganho de peso constante e à preparação do animal para a terminação;
- Terminação/Engorda: fase final no campo, em que o animal atinge peso e acabamento adequados para o abate;
- Transporte e abate: momento de integração com o frigorífico, que exige logística planejada e cumprimento de protocolos sanitários.
O planejamento do ciclo produtivo no gado de corte
Em última análise, compreender o ciclo produtivo do gado de corte do campo ao frigorífico é um passo decisivo para melhorar a eficiência, reduzir riscos e aumentar a competitividade. Dessa maneira, a gestão integrada das etapas permite decisões mais estratégicas e resultados mais previsíveis ao longo do tempo.
Autor: Callister Jozeiros
