Conforme explica a Dra. Dayse Ketren Souza, as hérnias abdominais são protrusões de órgãos ou tecidos para fora da cavidade abdominal através de um ponto enfraquecido na parede abdominal. Elas podem ocorrer em diferentes áreas do abdômen e afetam tanto homens quanto mulheres, sendo um problema relativamente comum. Embora algumas hérnias possam ser assintomáticas e controladas com cuidados simples, outras exigem atenção médica mais intensa e até mesmo cirurgia.
A seguir, vamos explorar os tipos de hérnias abdominais, seus sintomas e os cuidados no pós-operatório, além de responder quando a cirurgia se torna necessária.
Quais são os tipos de hérnias abdominais?
As hérnias abdominais mais comuns são a inguinal, umbilical e incisional. A hérnia inguinal ocorre quando uma parte do intestino ou gordura abdominal se projeta através da parede abdominal na região da virilha. Já a hérnia umbilical é caracterizada por uma protrusão na área ao redor do umbigo, sendo comum em bebês, mas também podendo afetar adultos. Por fim, a hérnia incisional surge após uma cirurgia abdominal, quando uma fraqueza na cicatriz leva ao aparecimento de uma protusão.
Além dessas, há outros tipos menos frequentes, como a hérnia epigástrica, que ocorre na parte superior do abdômen, e a hérnia femoral, semelhante à inguinal, mas em uma região mais baixa e profunda. A Dra. Dayse Ketren Souza pontua que, embora todas as hérnias possam causar desconforto, é importante entender que cada tipo tem suas particularidades e pode demandar tratamentos específicos.
Quais são os sintomas das hérnias abdominais?
O sintoma mais comum das hérnias abdominais é a presença de uma protrusão visível ou palpável na área afetada. Em alguns casos, a protrusão pode ser reduzida manualmente, mas, frequentemente, ela aumenta ao realizar atividades físicas ou ao fazer força. Além disso, as hérnias podem causar dor ou sensação de peso na região, especialmente ao levantar objetos pesados ou fazer esforços físicos. Dependendo do tipo, a dor pode ser mais intensa ou persistente.

É importante observar que, em casos mais graves, a hérnia pode se tornar encarcerada, ou seja, o conteúdo da protrusão pode ficar preso e não retornar à cavidade abdominal. A Dra. Dayse Ketren Souza explica que esse fator pode causar dor intensa, náuseas, vômitos e até obstrução intestinal, caracterizando uma emergência médica que necessita de intervenção cirúrgica imediata. Portanto, é fundamental estar atento aos sinais e procurar ajuda médica ao primeiro sintoma.
Quando a cirurgia é necessária para tratar uma hérnia abdominal?
Embora algumas hérnias possam ser monitoradas e tratadas com cuidados não invasivos, como o uso de cintas ou mudanças no estilo de vida, a cirurgia se torna necessária quando há risco de complicações. Se a hérnia causar dor constante ou aumentar de tamanho, a cirurgia pode ser recomendada para evitar complicações futuras, bem como o encarceramento ou a estrangulação, quando o fluxo sanguíneo para o intestino é interrompido. Esses casos podem levar a danos irreversíveis e até gangrena intestinal.
A intervenção cirúrgica, que pode ser realizada por meio de técnicas abertas ou laparoscópicas, é a única forma definitiva de corrigir uma hérnia abdominal. Segundo Dayse Ketren Souza, a escolha do método depende de vários fatores, como o tipo e a localização da hérnia, além do estado geral de saúde do paciente. Em geral, a cirurgia oferece excelentes resultados e reduz significativamente o risco de recidiva.
Quais são os cuidados no pós-operatório?
Após a cirurgia de hérnia abdominal, é fundamental seguir rigorosamente as orientações médicas para garantir uma recuperação rápida e sem complicações. Nos primeiros dias, o paciente pode sentir desconforto ou dor leve, sendo recomendado o uso de analgésicos prescritos pelo médico. Além disso, é importante evitar atividades físicas intensas e levantar pesos por um período de tempo, geralmente entre 4 e 6 semanas, para não sobrecarregar a área operada.
O cuidado com a alimentação também é essencial no pós-operatório. Por isso, a Dra. Dayse Ketren Souza recomenda manter uma dieta balanceada e rica em fibras pode ajudar a prevenir a constipação, que pode prejudicar a cicatrização. É crucial também realizar o acompanhamento médico para garantir que a recuperação esteja ocorrendo de maneira adequada. Dessa maneira, com os devidos cuidados, a maioria dos pacientes se recupera completamente e pode retomar suas atividades normais sem maiores problemas.
A importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado
Em resumo, as hérnias abdominais são tratáveis quando diagnosticadas precocemente e cuidadas adequadamente. Embora algumas não exijam cirurgia, a Dra. Dayse Ketren Souza reforça que ainda assim é crucial estar atento aos sintomas e buscar orientação médica se houver dor. O tratamento cirúrgico é a solução definitiva, e com o acompanhamento pós-operatório, a recuperação é geralmente sem complicações. Portanto, a vigilância constante e a ação rápida são essenciais para a saúde abdominal.
Autor: Callister Jozeiros